Bem-estar

A revolução do bem-estar

 

A   necessidade de atrair e reter profissionais talentosos e motivados obriga a que lideranças, realmente, empenhadas, criem condições de bem-estar, permitindo que todos, sem exceção, exerçam a sua atividade profissional de forma responsável, harmoniosa e atenta. Aceitar este desafio torna-se, nos dias de hoje, essencial. Só isso dará sentido ao tempo passado no trabalho. Assim, atendemos á  necessidade de transformar os locais de trabalho em espaços de bem-estar produtivo. 

Para iniciar a mudança nas organizações apenas teremos de colocar a mais simples das perguntas. Qual é o orçamento dedicado ao bem-estar dos seus funcionários no próximo plano anual da sua empresa/escola? Enquanto não for capaz de responder a esta  questão não estará no caminho do bem-estar; certamente...

Ao contrario do que se ensina nas nossas escolas as revoluções não aconteçam pela fome ou pela miséria. Elas surgem pela mudança de consciência. Consequentemente, não será possível travar uma revolução cujo momento chegou. O  bem-estar é a próxima revolução nas organizações. A cooperação será  o seu chão  e a consciência o seu único  horizonte. 

Seja, pois, muito bem-vindo á derradeira revolução organizacional: o bem-estar.

 

Para Saber mais: http://hrportugal.pt/2017/09/15/bem-estar-trabalho/

MINDSETS EM RAPPORT

 

PROCESSO INTERNO: No uso comum do treino do rapport, seja em psicologia, em coaching, ou PNL,..., é esquecido um lado fundamental na Gestão de Recursos Humanos: o auto-rapport, ou seja, trabalhar o cognitivo, o comportamental e o emocional em nós próprios. Aqui deveremos trabalhar autonomamente as bases do auto rapport. 

PROCESSO EXTERNO NO RAPPORT: Depois dos exercícios de auto-rapport poderemos sintonizar-nos com os sentimentos e as emoções do outro. Lembre-se, conhecer o outro empaticamente abre-nos à possibilidade de aceitar a existência de múltiplas perspectivas, o que é determinante ao Gestor de Recursos Humanos. 

Também no mundo dos negócios as relações apresentam um pronunciado pendor inconsciente. Estudos da área da psicologia e das neurociências há muito que revelaram a importância seminal do comportamento dos nossos circuitos emocionais através da empatia e do conhecimento a propósito do nosso mais importante simulador de acção, os neurónios espelho. Aqui, empatia é a palavra de ordem. Esta disponibilidade estreita e fortalece o que todos temos, afinal, em comum.

MINDSETS: Para conseguir tal alinhamento entre as emoções (mente), o cérebro (inteligência) e a intuição (espírito), permitindo a propriedade de estar consigo, consciente e genuinamente poderemos recorrer-nos  do uso de inúmeros mindsets. Por exemplo, a meditação budista, entoar mantras hindus, o Raja Yoga, a OLVE, a prática de gratidão diária, o silêncio, rezar,o teatro, etc. Sem uma das referidas práticas, entre tantos outros possíveis exemplos, será difícil passar à sintonização harmoniosa com o outro. Isto por razões que todos compreenderemos. Eu não posso manter relações baseadas em afinidade e sintonia harmónica com o outro se não for, por exemplo, capaz de estar em paz comigo mesmo. Em especial na liderança este é um tópico inultrapassável.

Para saber mais sobre este assunto : http://hrportugal.pt/2017/11/08/escuta-magica-nas-organizacoes/

Karoshi : morrer a trabalhar...

 

É importante que os gestores de recursos humanos entendam que o nosso cérebro tem um processo de segurança que é acionado quando estamos perante um perigo, realmente, grave. Na maior parte dos casos isso acontece muito excecionalmente. Quando temos demasiada pressão, como frequentemente acontece nas organizações, o sistema de alarme natural no ser humano que deveria atuar exclusivamente no caso de uma emergência está constantemente acionado. Incapazes de relaxar, o desgaste torna-se  insuportável. Isto com as consequências que todos poderemos perceber.

Perante o aumento dos níveis de esgotamento dos seus funcionário, tentando reagir  a tudo isto, as empresas mais responsáveis  contemplam nas suas melhores práticas os seguros de saúde e a medicina no trabalho. Certamente que isso é imprescindível. Mas, será isso suficiente? Isso será agir sobre o resultado, não indo á origem do problema. Atuando, exclusivamente, sobre os sintomas dificilmente conseguiremos estancar o mal.

Trata-se de uma visão que me parece suficientemente assustadora para as escolas, as empresas, as famílias, etc. Mas, tem mais...Daí que se compreenda, cada vez mais, a necessidade de implementar boas práticas de bem-estar nas organizações.

Para saber mais: http://www.rhonline.pt/artigos/consultoria/2017/07/24/karoshi-morrer-a-trabalhar/

Servir para liderar

 

Todos estamos vinculados com um qualquer tipo de liderança. Exercendo-a  ou escolhendo o líder que melhor nos convém. A questão da liderança é especialmente estruturante nas organizações, dependendo demasiadas vezes de uma renovada consciência. 

O ideal mais elevado  de um líder tem como base a coragem pessoal, a fé na natureza humana e, ainda, na sua  profunda devoção ao serviço. É pois a este nível que reside  a importância de tais  preceitos,  isto especialmente,  para  áreas  como a política e os negócios. Atualmente, estes sectores  perderam o idealismo e o senso de propósito moral , tão importantes para a liderança em geral. Porém, mais uma vez, acreditamos que não tem de ser assim.

Esta capacidade de estar ao serviço torna-se  uma importante bússola para todos aqueles que procurem valores e sentimentos que possam ser  praticados por qualquer um entre nós. Perseguindo o exemplo “divino”, “heroico”, tratando os outros como a nós próprios, pensando e agindo  a partir da  busca incansável da transparência e da boa governança. Isto para as empresas, para as famílias, para as escolas, etc. E, ainda, mais espetacular: a mudança não dependente de um pesado orçamento...

Só assim poderemos viver numa sociedade de bem-estar. 

Para saber mais: http://hrportugal.pt/2017/08/25/lideranca-evolucionaria/

Prática da Criatividade

 

Toda a inovação tem o seu ponto de partida e de chegada nas pessoas e nos seus questionamentos. Deste modo, a engenharia aplicada aos seres humanos através de novas ideias enfatiza a importância da filosofia na criatividade e na inovação empresarial. Tratando-se de uma subárea da Filosofia Prática a Filosofia nas Empresas aplica-se,  entre outras, a questões como a ética, a biomedicina, a genética, etc.

Obras como “Mais Platão e menos Prozac”, de Lou Marinoff (Filosofo)   ou  “Como Tornar-se Doente Mental” de José Luís Pio Abreu (Psiquiatra) são leituras essenciais a quem quiser perceber  melhor  por que se reclama um cada vez maior  número de novas doenças mentais, em especial no seio das organizações.

Nos casos julgados convenientes, a "Filosofia nas Empresas" apresenta-se como uma alternativa ao receituário recorrente: calmantes, ansiolíticos, antidepressivos, indutores de atenção, etc. Conclusão?  Mais filosofia e menos antidepressivos!

Só ela, a filosofia, nos poderá fazer partir da pergunta certa. Aquela que nos levará á resposta ideal. Criatividade e inovação fazem, partindo desta premissa, parte do processo da consciência. Contudo, sei que desenhar uma nova ideia sem um teste, sem uma experiência, o mais real possível, tende ao desastre.  É, aqui que a filosofia necessita de ajuda. 

Em criatividade o processo de escolha de pontos de vista é continuo até chegar à convergência, permitindo atingir  a  “derradeira  pergunta” . A única que nos fará avançar coerentemente. Até aqui o objectivo foi melhorar a intuição,  aumentando a sintonia, a capacidade de síntese , de   simbiose,  etc.   Finalmente, é chegado o momento em que necessitamos de um modelo de gestão de novas ideias: o Design Thinking

Este é um precioso processo para a  prototipagem, proporcionando o teste de novas  ideias, consolidando o processo de inovação e criatividade, dando consistência operacional  ao filosofar empresarial. Então,   pegue na cartolina, na  tesoura, na cola, nos pauzinhos  de gelado, nos marcadores de colorir, nos post-it e comece a prototipar  ideias e decisões complexas para a sua instituição. Bem vindos à criação de ideias na prática.